5 de junho de 2009

De repente, não mais que de repente


Sountrack: Sia - My love

Talvez ninguém saiba ainda o momento exato em que se acaba um sonho. Eu mesma costumo confundir falsos desejos com sonhos. Mas hoje descobri onde a “alguma coisa”, a qual ganhou teu nome, morreu. Foi logo aqui em mim, num fechar de olhos, nas curvas das pálpebras. Morreu numa lágrima, seguida de duas, três, quatro... O difícil foi impedir as mãos de limparem as lágrimas sinalizando a última vez, sinalizando o fim e dando lugar ao necessário amor próprio. Uma limpeza dizendo não ao amor por pura rendição! Foi momento de redenção, como se ao mesmo tempo a necessidade fosse pedir que limpasse sim e que provasse que carregar pouco sentimento dos outros nos ombros não pesa, mas também não faz diferença. Talvez, só talvez, eu quis que as coisas tivessem sido diferentes. Mas enquanto te tirava de mim em cada gota, consegui me imaginar em outros momentos, sofrendo mais e mais, tentando me adaptar a esse seu jeito fácil de levar as pessoas. Talvez foi só um erro. Erro ao ter imaginado uma linha na palma da minha mão para tentar descobrir qual seria o nosso futuro, enquanto na verdade essa linha nunca existiu. Muito menos, nós dois! Só sei que hoje em cada rua que andei vi tudo que era teu aqui dentro sendo atirado para trás em cada passo que eu dei adiante. E sei também que ainda te verei ficando para trás, perdido em meio a tanta esperteza, sendo quase carregado pelo vento por ser tão vazio. Eu queria sim, te encontrar um dia por aí, te chamar para tomar um café num dia frio e poder olhar no teu rosto sem qualquer receio, porque a cicatriz já vai estar no lugar, num “objeto vermelhinho” que fica aqui dentro de mim e que você não verá mais. Sabe, talvez agora o mundo comece por aqui e seja a hora de eu tirar uma outra pessoa de dentro da mala. Essa pessoa sou eu, lotada de coragem. Sou eu que me guardei para o dia que você fosse embora.

2 comentários:

Jônatas Santos disse...

Muito bom guria. Ressurgir das cinzas é provar que a vida sempre vale a pena. E que o vento sempre se encarrega de apagar as pegadas que de maneira inóspita foram deixadas no caminho. E por mais que as cicatrizes fiquem visíveis para sempre, è possível ignora-las ou encara-las como um passado esquecido.

*°.KekaH.°* disse...

Penso que estou começando a aprender a recomeçar, e entender os sentimentos que eu tenho que sustentar... fui tocada por suas palavras! Te amo, parece que foram feitas pra alguns momentos que viví...sdd Mimi