21 de novembro de 2010

Entre duas mãos



Soundtrack: Colbie Caillat & Jason Reeves - Droplets

Escrevi seu nome num guardanapo de bar. Escondida num sorriso amarelo, fingi estar só brincando com o papel. Dei três dobrinhas e pus entre as duas mãos, como se te protegesse ali dentro da minha conchinha. Enquanto todos falavam, guardei teu lugar na cadeira ao lado com a bolsa. Não querendo bancar a louca, mas acho que eu esperava uma daquelas mágicas em que você pudesse aparecer. Entre um sorriso e outro olhei o celular. 21:48. Então, veio o garçom com aquele tom de voz que todos eles parecem ter, sempre acompanhados do "e aí, o que vocês vão querer?". No fundo, todos eles sabem o que nós queremos. Entramos nos bares, pedimos a cerveja, damos risada, ouvimos música e reclamamos de pagar o couvert. Quando queremos mais cerveja, só tiramos a garrafa do protetor e o garçom começa a encher o papel da conta de risquinhos, até ficarmos todos alterados, aumentarmos o volume da risada e elegermos alguém bom de matemática ou menos bêbado pra cuidar da conta. Só que quando ele questionou o que todos queriam, uma resposta comunitária foi contra o que eu pensava. Todos queriam cerveja. Eu quis pedir você. Mas só consegui descansar os cotovelos na mesa e ter um copo na mão. Historicamente, eu era a imagem de alguém tentando ser feliz sentada e sem poder fazer nada. Me levantei e fui ao banheiro, com minha carga de lamentações nas costas, esperando jogar tudo num vaso e sumir pelo ralo. Como num desfile, o espelho do banheiro estava tomado por várias meninas sorrindo e passando batons rosados, daquela nova moda "cor de boca". Em meio àquelas roupas e seios grandes apertados nos decotes, só consegui meu único sorriso amarelo. E esse foi por não poder dividir da minha esquisitice contigo. Não lamentei abrir a bolsa e dar de cara com um livro do Saramago ao invés de um batom. Também não guardei o espaço na cadeira para alguém que só gostasse de seios grandes. Lembrei do jeito com que você falava dessas coisas fúteis, mas confesso que pensei se numa hora daquelas você não estaria borrando uma daquelas bocas rosadas em outro lugar, sem ao menos pensar na minha esquisitice e nos meus seios pequenos. Abri a torneira e pensei em jogar uma água na cara, descer logo daquele salto, mas minha esquisitice não usa maquiagem todo dia (muito menos salto). Sentei novamente na mesa e minha amiga questionou porque eu estava tão inquieta. "Eu, inquieta? Imagina! Tô esperando o show começar". Olhando os caras da banda reparei no guitarrista tatuado. Ele era charmoso e usava uma camisa xadrez. Naquele momento pensei como é fácil achar as outras pessoas lindas quando se espera por alguém que não chega. Ele cantava de um jeito rouco, seduzia os olhos e os ouvidos de todas as meninas, inclusive as do batom rosado. Até que eu comecei a perceber como ele deveria ser chato, porque não dava espaço para o baixista aparecer e ficava o tempo todo jogando o cabelo pra trás de um jeito irritantemente sou-o-melhor-guitarrista-de-todos. Mas a música era boa, talvez você gostasse, talvez você estivesse comigo ali ao lado na cadeira quando tocaram Metallica. Ali, sentada, pude constatar a humildade em tentar te guardar entre duas mãos, enquanto eu nem sabia me guardar de todos esses sentimentos. Ali, quis ganhar um pouco do seu carinho e me curar daquele tédio, podendo rir de graça meu sorriso mais colorido (e nada de amarelo dessa vez). Quis não precisar de guardar a cadeira e nem de te embrulhar num papelzinho só pra você estar ali. Quis insistir em nós, em você que é lindo até calado, que não precisa de uma tatuagem pra ser sexy, bastando só passar a mão no cabelo daquele jeito ou me olhar com cara de sério. Quis avançar o passo, te escrever uma mensagem, pedir pra você ficar só comigo. Mas aquela confusão toda era só desejo de ser algo certo e isso nem eu sinto que sou comigo mesma, a senhora esquisita. Dei sua cadeira para uma moça que estava em pé, rasguei o papelzinho amontoando os pedaços entre os restos de uma porção de mandioca finalizada. Não preciso disso, não preciso desse ritual. De alguma forma, acredito que você não vai estar borrando bocas rosadas e mudas, talvez, quem sabe alguma boca que te fale algo legal. Acredito que certamente você olha para aquela sua amiga que de interessante só tem os peitos e enquanto isso eu olho aqui para o cantor sexy e metido da banda. Nosso livre arbítrio é olhar, mas lá no fundo saber o que queremos. Também sei que lá no fundo tem coisas que você só conta pra mim e que gosta do meu jeito, sem o batom na bolsa. Te espero, mesmo sem você ter me pedido, mesmo que às vezes eu chegue no limite dessa querência de você aqui. Espero, porque lá no fundo eu sei que o seu sorriso sem graça sempre diz pra eu não desistir de você. E eu gosto da sua honestidade, mesmo às vezes nada escancarada. Mesmo com seu silêncio, que não cabe entre as minhas duas mãos.

4 de novembro de 2010

4 em 365



Soundtrack: Lenine - O silêncio das estrelas

Hoje, acordei e fiquei vendo o Sol mostrar seu rascunho com a chegada no céu. Ali, estática, assumi a condição de telespectadora de rascunhos de Sol a cada tarde, de rascunhos de pessoas e momentos. Acordei, tomei meu café e saí ao encontro de coisas em que, eu sei, você não está. Saí com o pensamento de não te revelar em mim com a primeira lembrança e torci para não encontrar o vizinho no corredor, que tem o mesmo cheiro que o seu e deve me achar uma idiota por nunca conseguir trocar mais de duas palavras. Fugi. E pequei: lembrei de você ao primeiro passo fora de casa. Mas ensaiei o sorriso fingindo que o mundo por aqui tá lindo. Que estou rodeada de pessoas e não preciso de mais nada. Me enchi de amigos, de frases e feitos, enquanto fazia toda a maquiagem dessa imagem de mim. Disfarcei uma saudade, mas deixei os pés afundarem até a canela em tudo isso que envolve você. Saí e logo o vento me encostou, feito seus dedos apoiados nos meus ombros. Me tocou feito sua boca em minha testa. Me arrepiou e eu fugi. Fingi não sentir nada, mas já pequei: lembrei de você ao primeiro toque do dia, ainda que do vento. Nunca pego o sinal de pedestres aberto e fico sempre no vermelho, vermelho, vermelho, vermelho... Tive tempo de pensar como deve estar sua barba ou se naquele momento você poderia estar acordando e até pensando em pecar ao pensar em mim também. Verde. Atravessei a rua, enquanto sentia que agora já estava afundada até os joelhos. Pensei em te mandar uma mensagem dizendo que me lembrei da sua barba no sinaleiro da avenida, mas não teria a minha voz irritante pra dizer. Não teria a mesma graça sem ver sua reação, sem saber se você estaria colocando a língua pra fora, fazendo aquela cara que você sabe fazer quando não sabe o que dizer. E aí não deu, logo no terceiro pecado me entreguei. Quis sair correndo e encurtar qualquer distância. Ficar olhando para a tua mão bonita e não para tantas palavrinhas miudinhas em cantos de caderno. Quis sentar num banco e te esperar, sabendo que uma hora você vem. Quis de verdade atropelar o tempo e não fazer mais sentido. Quis seu abraço no frio, sentir sua respiração ritmada no meu pescoço e parecer estranha por gostar de quem não é meu. Mas eu sou assim, boba e de entrega fácil ao seu sorriso despreocupado.
Hoje é dia 4 de novembro. Hoje eu me permiti parecer essa louca, que você já pensa que eu sou. E muitas coisas passaram pela minha cabeça, desde o primeiro dia em que eu te vi, com aquela camisa que virou assunto. Vieram todos os silêncios por não saber o que te falar ou como dizer. E vieram também todos os silêncios que falaram por si só, pude juntar todas as palavras que calaram. Revi todos os seus sorrisos e tive que concordar com a minha mãe: ele é realmente o mais lindo do mundo. Tudo me trouxe lembranças. Tudo me trouxe você, em dias de chuvas, em madrugadas insanas, momentos diferentes de tudo que eu já vivi. O destino me trouxe você em camas diferentes, em uma cama igual e uma saudade única. Você veio até mim, me fazendo comer maionese uma vez na vida, ouvir música sertaneja ou qualquer outra coisa que seja totalmente diferente. Desculpa que eu não sou poeta e fico emendando essas sensações esquisitas, que talvez você não sinta. Não sei encaixar tudo que eu quero dizer e as frases ficam soltas, feito eu sem teu abraço. Desculpa se elas ainda deixam transparecer o medo que, no fundo, eu sinto de tudo isso. Mas gosto do que eu sou quando estou ao seu lado. Gosto de poder escolher a música pra gente ouvir e de mexer no seu cabelo. Gosto de ver os rascunhos nas pessoas por aqui e ver que a cada dia o nosso é o mais indicado para uma boa leitura. Permito nossa insegurança, mas mesmo com medo, eu estou aqui. Mesmo sabendo que você não dirá nada, deixo você disfarçar num "você escreve bem". Mesmo sabendo que hoje, quando eu deitar, terei uma noite inteira da minha própria companhia, estou aqui. De modo estranho e por meio de um texto previsível e cheio de repetições de você, eu, você, eu... me entrego nessas linhas. Hoje é dia 4. E de maneira desconexa, como um 4, em 365, eu te amo em todos os seus defeitos e silêncios.

12 de outubro de 2010

Desabotoar



Soundtrack: Jason Mraz feat. James Morrison - Details in the fabric


Tô descalibrada. Não consigo regular essa falta de paciência por não ter você aqui. Meus poros se dilatam quando falo seu nome, acho que eles esperam que você venha por aí, em um vento de fim de tarde e entre aqui dentro do que eu sou. Fico enchendo as coisas de dias e os dias de coisas. Tô vivendo a favor de uma hora em que você vai olhar pra mim aqui, vestindo o meu melhor sorriso, com a caneta e o papel na mão, pronta pra escrever nossa história. Mas sei que, no fundo, isso é tudo de uma mão só. Sei que pra você o vento que bate na pele é um vento qualquer, que você não vai chegar assim de mansinho como nessas histórias lindas que eu fico inventando antes de deitar. Sei que sou sonhadora demais, que sou sinal de bagunça na vida de um sujeito "da cabeça boa e pés no chão". Mas queria que você quisesse me levar pra casa mesmo com todas essas minhas inconstâncias. Queria conseguir te convencer a ficar, a me deixar ficar e te ofereço em troca todo o meu bom humor ou aquela cara de boba que você gosta. Queria te sacudir e falar que eu não tô escrevendo tudo isso a lápis. Dá pra você entender que pra mim não é rascunho? Ei, é caneta, é pra valer.
Já não sei mais fazer frases impactantes que queiram dizer: "olha pra mim aqui! Usa esses teus olhos esverdeados, essas duas íris lindas e delineadas e vê se me enxerga logo". Não sei mais o que te dizer. Juro que tô tentando me ajeitar na minha bagunça interior, nesses mil sentimentos que oxigenam meu sangue e passam pelo corpo, fazendo com que eu seja toda renúncia, fazendo com que eu seja definitiva em saudade quando o assunto é você. Mas só me desajeito mais. Queria um sinal de que não é tudo pela metade, que nunca foi. Queria aconchegar meus pés em um pouco de certeza... Não tô querendo tirar a sua liberdade, não tô te roubando pra mim. Quero que tudo isso seja leve, que os sorrisos falem pela gente. Só quero que você tenha vontade de se entregar ao que desabotoou depois de tanto tempo esperando florecer. Alegria boba, gratuita em meio à espera do "nós". Alegria louca de uma inconstante, mas com toda a vontade e talvez, a capacidade de te fazer feliz. Essa que sou eu, meio clichê escrevendo essas coisas descalibradas, mas inteira tua e talvez sempre descalibrada.

27 de setembro de 2010

Do lado de dentro



Soundtrack: Ben Harper - She's only happy in the sun

Quero dizer do que não gosto. Não gosto do barulhinho que o giz faz arranhando o quadro, assim como também não gosto de beterraba e jiló. Não gosto de perfume doce e nunca gostei de ouvir rap, ver filmes de terror e comer aquelas pipocas rosas que vendem no cinema. Não gosto de fórmula 1, aliás sempre durmo assim que começo a assistir e também não vejo graça em beber café todos os dias e acordar cedo (talvez explique o caso "fórmula 1"). Não gosto de matemática, de resolver como pagar a conta do bar e também não gosto de comer salada em restaurante de beira de asfalto. Não gosto de calor em excesso, sorriso em excesso, gente em excesso. Não gosto de micareta e de abrir o olho no fundo da piscina. Não me apetece fila de banco, fila pra pagar conta, fila em lanchonete, não gosto de fila mesmo. Não gosto de casa suja, gente sem cheiro ou com cheiro (estranho) demais e também não me alegra fogos de artifício, porque sempre fico igual criança tampando o ouvido e piscando a cada estalido. Não gosto de gente que paga de inteligente e não gosto de novela. Não gosto de maionese, gente encrenqueira e daqueles homens que passam ouvindo música dentro do carro numa altura que quase ensurdece Deus. Não gosto de pseudo comunista, pseudo capitalista, pseudo amante. Não gosto de quem maltrata os animais e nem de quem maltrata gente, seja no trânsito, seja dentro de casa. Não gosto de dormir com os pés descobertos, nem sem nada que me cubra e também não gosto de gente morna. Não gosto de tanta coisa, que acabo achando gostos pra outras. E gosto de você. Gosto do seu sorriso, da sua voz de homem, do cheiro do seu amaciante na sua blusa de frio, da sua pinta charmosa e de ficar te vendo mostrar a língua todas as vezes que digo que você é lindo. Gosto da sua falta de jeito pra dizer que também gosta de mim e chego a gostar até dessa dúvida se você gosta mesmo de mim. Eu sei que o mundo de ninguém parou por você não estar aqui. Ninguém me disse nada sobre ter parado de achar graça em muitas coisas e também não reclamaram sobre a falta de concentração para ler uma frase de duas linhas num livro. Mas alguém aqui dentro de mim grita em meio a essa felicidade muda e fico tentando me virar do avesso pra que essa pessoa consiga mudar de dentro para fora. Fico tentando fazê-la gritar pra você ouvir que eu queria te chamar pra ver aquele filminho brega nessa tarde nublada. Fico com pena dessas pessoas que não conseguem ver nisso uma das coisas mais lindas que possa existir em gostar de alguém: eu te amo, mesmo sem você ser meu. Te amo mesmo sem saber se um dia isso acaba, se você vai me ouvir. Mas olha, tenho um medo danado de não pensar em você quando abro a mostarda. Tenho medo de querer tudo e não ter nada. Do seu silêncio e de você achar que sou boba porque não gosto de fórmula 1, mas gosto de você. Tenho medo dessas coisas que o destino prega fazendo eu pensar que um dia vai ficar tudo bem... Que vou te ligar e falar: nossa, hoje um cara estúpido gritou comigo no sinal. Porque você vai ter me ensinado a dirigir, a jogar truco e sinuca e eu serei a mulher mais completa do mundo só pelo fato de ter você sem qualquer porém, por poder ter seu beijo ritmado, te olhar dormir achando a coisa mais linda você sem camisa num lençol amassado. Quero te dizer que também não gosto dessa saudade, mas acabo acostumando por saber que eu sentiria saudade até se morasse na sua rua. Tem dias que ela bate forte e aí me dá uma vontade danada de me entupir de maionese com jiló pra eu ver que existe coisa pior. Não me importo mais quando não entendem meu amor por você, ninguém sabe o pi de cor, nem quantas estrelas existem no céu. Ninguém entende as coisas infinitas! E também não entendo porque não gosto de fórmula 1, talvez você me faça gostar e a gente até veja junto comendo pipoca rosa melequenta. Mas seu perfume não é doce não, né?

11 de setembro de 2010

Mais uma vez



Soundtrack: Natalie Walker - Urban Angel

Queria te chamar de meu. Saber onde você está agora, pelo simples fato de que, sendo meu, seria preciso só olhar para o lado e ter seus braços como um travesseiro. Queria o frio com você todo desajeitado na intenção de me esquentar e não sabendo direito por onde começar a me abraçar. A gente correndo da chuva, você com medo de me atropelarem no meio da rua, me puxando feito pai e filha. Queria você ficando bravo com a minha falta de decisão, fazendo voz grossa só por eu não decidir qual o sabor da pizza ou qual música ouvir no seu quarto. Acordar com seu cheiro nos meus dedos, passar o dia com seu cheiro e nem me importar se sumisse, por saber que eu poderia ter você a qualquer hora. Queria você tirando a franja da minha cara, dizendo da minha falta de jeito pra andar. Sentir sua respiração bem pertinho do meu nariz, como se me falasse pra que eu te beijasse logo. Queria me pegar olhando pra você vezenquando e pensando o quanto você é lindo, até quando fica mostrando a língua e fazendo mil caretas. Olhar a sua cara de bobo, sabendo que seria só pra mim e pra mais ninguém. Queria que meu telefone tocasse no meio do dia e que só de ler seu nome na bina meu coração disparasse. Queria que todas as mensagens fossem suas e não da operadora de celular dizendo para que eu coloque mais créditos. Seu silêncio, suas vontades, seus receios, queria saber mais de você, mostrar mais de mim. Ver você dormindo no sofá, beijar todas as suas pintas, rir de você falando sozinho enquanto lava a louça. Ter seu abraço, me enlaçar em você e sentir o coração bater mais forte. Escutar todas as músicas que eu mais gosto do seu lado ou cantar até você dormir. Não ter certeza de nada, te surpreender a cada dia, seja com um bilhete do lado da cama, seja com uma declaração em plena terça braba depois de você ter se ferrado em uma prova. Queria brigar, desbrigar, te beijar, te odiar, te amar, senão mais. Te atiçar, correr, voltar, invadir sua paz, me enfiar na sua cabeça, querer ir embora por dois minutos. Acordar com você, cara amassada, alma limpa, dormir com você, cama amassada, alma cheia de saudade. Queria seu sorriso grande e queria que o meu sorriso fosse o seu preferido, te mostrando que a minha cara de boba também é só tua. Queria rir das propagandas da TV em plena madrugada, rir da minha criancice, rir até das coisas sem graça que você falar. Na verdade, queria te dizer que eu quero o que você é, o que a gente pode ser. Queria te fazer feliz, me fazer feliz. Me esbarrar logo em você por aí, nessa coisa que eles chamam de futuro. Ou que eu prefiro chamar de algoquearriscasersónosso.